quarta-feira, 7 de outubro de 2009

NESTE DOMINGÃO DOIS EVENTOS E UMA SÓ PAIXÃO: O BOM E VELHO ROCK 'N ROLL!

THE MATTER OF SPLATTER 3° EDIÇÃO

Dia 09 de outubro lançamento oficial do novo filme de Petter Baiestorf "Ninguém Deve Morrer" em Curitiba/PR..

Com as bandas:
D.E.R. - São Paulo/SP
SUBCUT - Presidente Prudente/SP
FLESH GRINDER - Joinville/SC
MASS OF SHIT - Chapecó/SC
CREAMPIE - Curitiba/PR

MAIORES INFORMAÇÕES:
THE MATTER OF SPLATTER

E São Paulo???

Do dia 13 ao dia 18 de outubro, a secretaria de cultura de São Paulo promove o CICLO DE CINEMA INDEPENDENTE BRASILEIRO com três dias de exibições de curtas e média metragens alternativos e um debate com os diretores e seus trabalhos. Segue abaixo uma breve programação do evento:

Dia 13 será exibido "Zombio" e "Eles Comem Sua Carne", de Petter Baiestorf.
Dia 14 "O Monstro Legume do Espaço 1 e 2", de Petter Baiestorf.
Dia 16 estreía paulistana do "Ninguém Deve Morrer", de Petter Baiestorf.
Dia 17 debate com os diretores Petter Baiestorf (Ninguém Deve Morrer), Gurcius Gewdner (Mamilos em Chamas), Fernando Rick (3 Cortes) e Ivan 13P.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

1° BURACO DO DIABO FESTIVAL

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

G.G. ALLIN (1953-1993) - Breve homenagem a um bastardo inglorioso.


Por Iam Godoy

G.G. Allin nasceu no dia 29 de Agosto de 1956, em Lancaster, New Hampshire, nos EUA, com o nome de Jesus Christ Allin, nome dado por seus religiosos pais. A famosa alcunha de “G.G. Allin” veio de seu irmão, e, mais tarde, companheiro de banda, Merle Allin, que, por não conseguir pronunciar o seu nome corretamente, o chamava de “Jee-Jee Allin” (G.G. Allin).

G.G. não foi Jesus por muito tempo. Pouco tempo antes de entrar na escola, sua mãe mudou o nome do garoto para Kevin Michael Allin. Nesta época, G.G. Allin já apresentava um pouco do comportamento “anormal”, o que fez com que sua mãe trocasse o seu nome. Nessa época. G.G. Allin e sua família passaram por muitos confrontos, muitos vindos da parte do Sr. Merle Allin, pai de G.G. Allin, que se tornara um alcoólatra e tinha alguns problemas mentais. Apesar do pai de G.G. Allin ter esses significantes problemas, ele nunca usou o seu pai como desculpa para suas grotescas atitudes no palco. O Sr. Merle constantemente ameaçava matar toda a sua família, tendo até mesmo cavado as covas de cada membro da família no porão da casa.

Mas foi na época da escola em que G.G. Allin começou a ficar ainda mais “freak” (sendo considerado na época um delinqüente juvenil, e chegando a estudar por um ano em uma classe para crianças “especiais”). Ele fazia de tudo para chocar quem estava por perto, até mesmo chegou a ir vestido de mulher para a escola (o que lhe rendeu um espancamento de seus colegas de escola, que o tacharam de homossexual).

Quando perguntaram a G.G. Allin como fora a sua infância, ele simplesmente disse: “Caótica”. Nesta mesma época, ele descobriu a música, ouvindo muito rock, comprando alguns discos e depois aprendendo a tocar bateria, que seria o seu primeiro instrumento musical. Algum tempo depois, com ele já tocando razoavelmente bateria, ingressou à algumas bandas, algumas, inclusive, junto com o seu irmão, Merle.

Anos 70

Nos anos 70, G.G. Allin descobriu o punk rock e passou a tocar na banda Malpractice, que não durou muito mais do que um ano. Nessa época, ele era ainda bem sociável com qualquer pessoa, e, aparentemente, tinha deixado o seu lado freak de lado por alguns anos. Ainda nessa mesma época, ele se casa com Tracy Deneault, com quem teve uma filha batizada com o nome de Nicoann Deneault. Pouquíssmo tempo depois do casamento entre G.G. Allin e Tracy Deneault, ocorreu o divórcio. G.G. Allin foi morar em um trailler, na cidade de New-Hampshire, onde escreveu boa parte das letras de seu primeiro disco (intitulado como “Eat My Fuc”, ou simplesmente, “EMF”) lançado em 1983.

G.G. Allin apesar de ser conhecido apenas pelo seu nome, tocou em muitas bandas e lançou CD's com diversas delas. Uma das primeiras bandas a dar apoio a ele foram os Scumfucs (com o seu irmão Merle no contra-baixo), e depois os The Jabbers (que mais tarde ficaria G.G. Allin & The Jabbers). Nessa época as apresentações de G.G. Allin ainda não eram tão loucas, mas as letras das músicas já eram recheadas de palavrões e muitas outras coisas (a maioria dos dicos de G.G. Allin vinham com a tarja “Not For Sale To Persons Under 18” ou "Proibida A Venda Para Menores De 18 Anos"). Foi com o The Jabbers, que incluía ex-membros da lendária banda MC5, que G.G. Allin gravou muitas de suas músicas (que, segundo o seu irmão, Merle, até hoje não foram lançadas nem metade delas). G.G. Allin atuou na banda por um bom tempo como baterista e vocalista, e, depois, passou a ser apenas vocalista. Cada vez mais incontrolável no palco e também cada vez mais viciado em drogas e bebida, nessa época ele bebia quase que de hora em hora. O The Jabbers acabou e seus integrantes seguiram caminhos diferentes da música, mas G.G. Allin continuou, e continuava cada vez mais louco e viciado em drogas.

Depois do The Jabbers, G.G. Allin atuou em diversas outras bandas, algumas sem gravar nenhum material em estúdio e outras gravando apenas um álbum. Nessa época, ele já era considerado um terrorista da música e tocou em diversos estados americanos, principalmente com a banda The Texas Nazis (Obs: essa banda não tem nenhuma ligação com nazismo ou fascismo, este nome era uma provocação aos preconceituosos texanos que não gostavam de homossexuais e odiavam G.G. Allin, que chegaram até a espancá-lo em um show com o Texas Nazis). G.G. Allin foi preso diversas vezes (na maioria das vezes, por “Mau Comportamento”, "Ato Obsceno", “Posse de drogas” e “Posse ilegal de Armas”), mas, pelo que parecia, isso apenas servia como “pilha” para ele continuar seus “atentados terroristas”.

Anos 80

No final dos anos 80, G.G. Allin lança “Freaks, Faggots, Drunks and Junkies”, um dos melhores álbuns de sua carreira, e também um dos mais violentos e brutais. Esse CD é considerado pelo próprio G.G. Allin como o disco mais profissional de sua carreira e também como sua “auto-biografia”. Depois de mais lançamentos (quase todos os CDs de G.G. Allin era gravados de forma totalmente independente, sem ter sequer um produtor por perto pra “supervisionar” a gravação) e poucos shows, G.G. Allin fez o que todos já esperavam: se entregou totalmente as bebidas alcoólicas e a heroína, que tornou-se o seu maior vício. Fazendo sempre mais maluquices em seus shows (foi nessa época que se tornou um “hábito” ele defecar no palco, comer seus próprios dejetos e se mutilar no palco), os shows foram ficando cada vez mais escassos. Ninguém queria um cara que comia bosta e enfiava o microfone no ânus tocando em seus bares. Mesmo assim, ainda haviam casas de shows (se é que se pode chamar assim) que procuravam G.G. Allin para shows. Nessa época, seus shows quase nunca passavam da 3ª música, com policiais invadindo os bares e levando G.G. Allin para a prisão; outras vezes, G.G. Allin se mutilava tanto no palco a ponto de desmaiar e não conseguir mais cantar. Ele só parava a sua “saga” quando ia parar no hospital ou era preso (chegou a ficar 1 ano preso).

Depois de ser solto, G.G. Allin agora publicava um “zine” que escreveu durante seu tempo na prisão, chamado de “G.G. Allin Manifesto”, em que ele falava mal das grandes gravadoras e dizia que ele era o “profeta” da revolução musical. Nessa época, G.G. Allin tentou voltar a fazer shows e lançar alguns singles e fitas de seus shows. No entanto, G.G. Allin agora tinha uma nova missão: cometer suicídio em pleno palco. Ele disse isso em diversas entrevistas para a Maximum RocknRoll (revista americana especializada em rock e no underground americano, uma das poucas que ainda davam atenção a ele).

Anos 90
Em 1991, G.G. Allin formou uma de suas melhores (se não a melhor) bandas, o “Murder Junkies”, com seu irmão Merle no baixo. Com os Murder Junkies, G.G. Allin juntou a gangue perfeita (a maioria dos vídeos de G.G. Allin encontrados pela internet são com os Murder Junkies) que o acompanhou até a morte. A banda toda fazia de tudo no palco, era a loucura musical, nem mesmo Dee Dee Ramone agüentou as doideras de G.G. Allin com os Murder Junkies, tocando em apenas um show (como guitarrista). Diz os boatos que Dee Dee Ramone entrou para a banda em um dia e deixou a banda no dia seguinte.

Em 1992, G.G. Allin foi novamente preso e proibido de tocar em diversas cidades. Nessa época foi feito o documentário “Hated: G.G. Allin And The Murder Junkies”, que mostrava os shows caóticos de G.G. Allin e os bastidores. Ele ainda voltou a afirmar que cometeria suicídio no palco. Depois de solto, ele formou o “G.G. Allin and the Criminal Quartet”, com que gravou o disco mais bizarro de sua carreira: “Carnival of Excess” (lançado oficialmente apenas depois de sua morte). Um disco de música country, dedicado a Hank Williams, (cantor americano de música country).

Morte
No dia 28 de junho de 1993, aconteceu o que muitos já esperavam, e o que também muitos queriam: G.G. Allin morre de overdose de heroína no apartamento de um amigo, em Manhattan. Ele tinha apenas 36 anos. O último show de G.G. Allin (feito no mesmo dia de sua morte) é mostrado na versão em DVD do documentário “Hated”, e que foi exibido no dia de seu velório). Velório que foi, na verdade, um circo, com G.G. Allin semi-nu no caixão, com uma garrafa de whisky na mão, a palavra “Fuck Me” escrita em um boné que o mesmo vestia, e diversos (quase todos) seus discos junto com ele no caixão (ele sempre quis ser enterrado com seus discos), com os fãs tirando fotos com o “ídolo” morto e outros que davam beijos em G.G. Allin e brincavam com o seu pênis diminuto.


Bandas em que GG Allin atuou: * The Jabbers * The Cedar Street Sluts * The Scumfucs * Bulge * Antiseen * The Murder Junkies * The Criminal Quartet * The AIDS Brigade * The Disappointments * The Holymen * The Fuckin Shitbiscuits * The Texas Nazis * The Toilet Rockers * The Sewer Scum * The NYC Sheiks * The Drug Whores * Afterbirth * The Southern Baptists * Shrinkwrap * The Primates * The Swankfucks * His Illegitimate Kids * Bloody Mess & The Skabs * The New York Superscum * David Peel (músico) Discografia - Como "GG Allin" * Dirty Love Songs (New Rose, 1987) (double LP) * Hated in the Nation (ROIR, 1987 (cassette); 1998 (CD) * Freaks, Faggots, Drunks and Junkies (Homestead Records, 1988; Awareness, 1991; Aware One, 1997) * Anti-Social Personality Disorder - Live (Ever Rat, 1990; Red Light, 1993) * Doctrine of Mayhem (Black and Blue, 1990) * Bleedin', Stinkin' and Drinkin' (Vinyl Retentive (cassette), 1991) * Suicide Sessions (Awareness (cassette), 1991) * Insult & Injury Volume 2 - The Bloody Years (Black and Blue, 1993) * The Troubled Troubador (Mountain, 1996; Aware One, 2000) * Anti-Social Personality Disorder - Live!/The Best Of The Suicide Sessions (Aware One, 1997) * Insult & Injury Volume 3 - 5-26-82 Providence, RI and More (Black and Blue, 1997) * Insult & Injury Volume 4 - Live At The Rocket 2-15-87 Providence, RI (Black and Blue, 1997) * Singles Collection (Volume One) (Temperance/TPOS, 1998) * The Singles Collection 1977-1991 - Expose Yourself (Aware One, 2004) Com o "The Jabbers" * Always Was, Is and Always Shall Be (Orange, 1980; Halcyon [CD], 2003) * Banned in Boston (Black and Blue, 1989 (CD only) & 1993) Com o "The Scumfucs" * Eat My Fuc (Blood, 1983; Black and Blue, 1987) * GG Allin and The Scumfucs/Artless (Holy War/Starving Missile, 1985) Com o "Texas Nazis" * Boozin' and Pranks (Blood, 1983; Black and Blue, 1987) Com o "Holy Men" * You Give Love a Bad Name (Homestead Records, 1987; Awareness, 1991) Com o "Antiseen" * Murder Junkies (New Rose, 1991; TKO, 2003) * Murder Junkies/Rough, Raw & Live (Baloney Shrapnel, 1993) Com o "The Murder Junkies" * GG Allin and The Murder Junkies (Performance/Awareness, 1993; Aware One, 1997) * Brutality and Bloodshed for All (Alive/Bomp! Records, 1993) * Terror In America (Alive, 1995) Com o "Shrinkwrap" * War Inside My Head/I'm Your Enemy (Awareness, 1993; Aware One, 1997) Com o "The Criminal Quartet" * Carnival of Excess (Vinyl Retentive, 1995) * Carnival of Excess: The Limited Edition (Rockside Media, 2002).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SÓ A MÚSICA FAZ - resenha e entrevista

Só a música faz – cantora Olívia nos revela seu fazer artístico em seu novo álbum
por Monalise Rodrigues

Este é o terceiro CD autoral de Olivia, uma artista independente, que faz música de qualidade, alheia aos modismos e sucessos da mainstream. Só a música faz é a artista em seu compromisso firmado com sua própria estética musical e nos traz neste belo registro compositores pouco conhecidos do grande público como: Ligia Kas, José Luiz Marmou, Monalisa Lins e a própria cantora, que abriu mão de regravar compositores consagrados da nossa música.

Produzido e arranjado pela artista, com linguagem moderna, marcado pela mistura de estilos e tendências, seu novo trabalho apresenta uma sonoridade tão singular quanto sua voz. Em Só a música faz Olivia caminha por baladas, folk e rock, passeando também por ritmos brasileiros; traz harmonias bem elaboradas e belas melodias para cantar versos delicados e marcantes como em “Ausência”:

“esse réptil silêncio que rasteja entre as poucas palavras ao chão e um suposto afeto sem perdão”.

Outra bela canção, que evidencia a qualidade poética do trabalho da cantora pode ser visto na letra de “E você meu amor, não vem?":

“Descalça pela rua, pisando na brasa do tempo
Me inspiro na saudade do presente. Enquanto a árvore se dobra com o vento
O mundo todo está em movimento”

Na faixa que dá nome ao trabalho, “Só a música faz”, a cantora declara seu amor e seu desejo pela arte musical, que a acompanha desde a infância:

“Quero algo que não saia da mente, nem que a gente tente tirar,
(...) envolva a minha cabeça e me leve (...) algo que seja como a alegria que irradia e passa a brilhar”

Assim, este CD retrata a artista num momento especial de sua carreira. Com melodias agradáveis, letras singelas e produção refinada. Olivia, mais do que uma cantora da nova geração, revela-se artista. Em entrevista para a Monalise Rodrigues, aluna de Língua Portuguesa do 1º Ano E.M., do professor-mestre Eduardo Amaro, da Escola Estadual Professora Semíramis Prado de Oliveira, a cantora revela um pouco de sua personalidade e de sua obra.

Monalise: Para você, qual o momento mais marcante que você viveu em sua carreira?
Olívia: Minha carreira até hoje foi marcada por grandes dificuldades, o que tive sempre como um incentivo para a perseverança e para a certeza cada vez maior do meu caminho. Acredito que meus momentos mais marcantes foram o lançamento do segundo CD, “Perto”, pois tinha saído da gravadora e pude provar para mim mesma que conseguiria fazer tudo sozinha; e agora o lançamento do meu sexto CD, “Só a música faz”, que consolida meu trabalho autoral.

Monalise: Você poderia nos falar um pouco sobre o seu novo trabalho, "Só a música faz"?
Olívia: Só a música faz é um CD que traz uma estética musical que remete aos anos setenta, em relação a timbres e texturas, da mesma maneira que é contemporâneo de seu tempo refletindo isso nos arranjos e na combinação de estilos.
É um trabalho autoral que concretiza meu amor pela música, e coloca a música no lugar de um aproximador de pessoas, ignorando diferenças sócio-culturais. Os outros compositores que colaboraram comigo neste CD também afirmam isso de alguma maneira em suas canções.

Monalise: Se você tivesse que caracterizar seu som, como seria? Em que tipo de categoria você o colocaria?
Olívia: Nunca me agradou a limitação que uma “classificação musical” sugere, mesmo assim as pessoas necessitam disso para relaxar diante de algo inusitado. Dessa maneira posso aproximar meu trabalho de um pop/rock/alternativo/brasileiro, porque dá para encontrar em minha músicas influências do rock e do folk, da música brasileira, do lounge de ritmos orientais, enfim...ainda acho que “pop” é o único termo que por si só já pode ser entendido como uma “mistura acessível”.

Monalise: Como você está vendo o mercado musical de nosso país nesse momento?
Olívia: O Brasil talvez esteja começando a se distanciar dos padrões musicais impostos pelas grandes mídias, e finalmente abrindo os horizontes auditivos de seu povo. A internet tem grande responsabilidade sobre isso, pois começou a inserir na mente das pessoas a possibilidade da escolha, do desenvolvimento do gosto pessoal, do “ouvido individual” que se forma a partir de referências e bagagens musicais distintas. A internet facilita a divulgação direta do músico para o ouvinte, sem intermediários, e acredito que seja o fator mais positivo que estamos vivendo no momento. O músico fica conhecendo melhor o seu público e vice-versa, estreitando as relações e propiciando uma divulgação mais direta e objetiva. Outro fator positivo e importante é a divulgação “sem-fronteiras” que nos permite entrar em contato com pessoas que possuam afinidade com nosso trabalho aonde elas estiverem, e no horário que estiverem disponíveis.

Monalise: O que você acha que vai acontecer com a indústria da música no futuro agora, que a maioria das pessoas baixa música pela internet?
Olívia: Ainda precisamos de um bom tempo até que as pessoas se acostumem também a comprar música pela internet, em vez de apenas baixar o conteúdo gratuitamente, mas isso também é uma questão de educação de cada país. Enquanto isso, vamos cultivando através dessa grande ferramenta de divulgação o ouvido seletivo, incentivando a busca por novidades e diferenciais.
A indústria da música como foi conhecida até então, com o monopólio de grandes gravadoras, já não tem mais razão de existir. O futuro nos reserva a independência dos músicos e artistas, que conseguirão Ter autonomia sobre o próprio trabalho, direcionando-o como e aonde lhes convier. Há espaço para todos e público também, meu desejo é que se exerça essa democracia artístico-cultural.

Saiba mais sobre a cantora em seu Website

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CORPUS FEDORENTUS (Demo download)

Por Iam Godoy

Projeto criado por Iam Godoy (Dr. Mentho) e Edu Araújo (Little Maggot) que explora o bom e velho grindpornocore. Simples, crú e malvado por excelência. Com guturais disformes e um instrumental agressivo, a banda CORPUS FEDORENTUS promete trazer um pouco de beleza e poesia que tanto fazem falta neste mundo tomando por funkeiros e emo-cores que surgem por todos os cantos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CONTOS DE FADAS PARA METALEIROS - Parte Dois

Depois que a maré de cartas chegaram aqui na redação (HAHAHAHAHAH...peguei vocês, heim?) resolvemos colocar a continuação dos "Contos de Fadas para Metaleiros" que o nosso amigo Tiba emendou nos comentários da edição anterior... LEIAM POR SUA CONTA E RISCO!!!

THRASH METAL: O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela. Depois percebe que a princesa é uma piranha e faz uma musica xingando ela.

POWER METAL: O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.


VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.


GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ela de novo.


SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é uma das fotos.


DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.


NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozac e vai gravar um disco "The Best Of".


GRUNGE: Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.

HARD CORE:
Chega de skate no castelo corre do dragão até chegar no topo do castelo onde está a princesa, olha a princesa que é baita gostosa, volta pra casa e bate uma bronha pensando nela.


INDIE ROCK: Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa ele passar. A princesa não aguenta ouvir ele falando de moda e cinema e foge com o protagonista Heavy Metal.

E PARECE QUE MAIS UMA VEZ O PROTAGONISTA HEAVY METAL COMEU TODAS AS PRINCESAS...